Videntes políticos

Ao ouvir no telejornal a Assunção Cristas , ocorreu-me que os políticos são uma espécie de videntes, daqueles que aparecem nos anúncios e nos papelinhos que nos põem no para-brisas e que, quando chove e nos esquecemos de os tirar, nos deixam o vidro todo lixado.

A lata com que nos ofendem os ouvidos com frases ridículas é de bradar aos céus. Ouvir dizer que seria capaz de mudar o sistema de saúde num ápice,  com aquela convicção,  é como tentar acreditar que uma cueca suja pode levar uma mulher a conquistar um homem.

Vende-se a banha da cobra com tal assertividade, que as mentes mais simples acreditam que têm musgo à entrada do estômago,  querem evacuar e não podem, têm as unhas dos pés encarquilhadas e que  devem comprar um frasco, pagar dois e não levar nenhum!

Cada vez sou mais cética destas políticas de vidente, de Professor Caramba. Como aquele sketch do RAP em que perguntavam ao boneco, cartomante vidente se já tinha ido a África,  ao que ele responde: – Amadora conta?

Alex, desalinhada com os astros.

 

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VERBO, CLASSE ABERTA DE PALAVRAS

“Desamigar”, nova palavra encontrada hoje no Facebook. Aparentemente, hoje é dia de desamigar pessoas nessa rede social. Não vou desamigar ninguém, está decidido. Nem os que lá estão para meter o bedelho, nem os que mandam uma boca foleira now and then, nem os oportunistas e, muito menos, os fun type!

Ao longo dos anos tenho descoberto vários tipos de facebokianos. Os engatatões, os irados com o mundo, os invejosos, os sábios, os artistas de circo, os voyeurs, os astronautas (vivem literalmente noutro planeta), os justiceiros, os críticos, os donos disto tudo, os estúpidos, os analfabetos (sem texto e só imagem), os revoltados por procuração, os que têm mas não querem que se saiba, os que não têm mas mostram, os que seguiram em frente, os que pararam no tempo, os afins e os amigos. Poderia continuar? Claro! Mas fico-me por aqui.

Perguntar-me-ão “E tu, parva, onde te encaixas?” Nos estúpidos, obviamente! Dahhh, não me conheces?

E os chavões? Aquelas coisas a dizer que quem põe a vida no Facebook não é feliz, que quem se mostra muito feliz esconde isto ou aquilo… Digam-me lá, como é que eu sou, se publico a minha felicidade a torto e a direito e reservo os meus problemas do público, porque esses são só meus e há coisas que só se partilham com quem estreitamos laços apertados? Eventualmente, além de estúpida, sou burra!

Só mais uma coisinha. Àqueles de vocês que me vão desamigar hoje ou no futuro, adeus. Quem não me quer, não me faz falta.

Alex, always!

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Portugal, Portugal, onde tudo vai mal!

Que país é este onde anda tudo em alvoroço com o casamento endinheirado da Maria Leal e com a divulgação das fotos de uns bandidozecos que nos tramam a vida, mas ninguém diz nada acerca do novo livro do ex-presidente da República?

Segundo o senhor, divulgar o conteúdo das conversas privadas à posteriori não é crime, porque já não está em funções. Peguemos por aí, quero que se divulgue quanto antes as conversas em que não lhe foi dito que o BES estava em derrocada.

Este senhor, que raramente erra e nunca se engana, sempre me surpreendeu. Seja por conseguir falar e cuspir bolo-rei ao mesmo tempo, seja pela sua capacidade única de conseguir enterrar as pescas.

Segundo o jornal Público

Cavaco diz que tratou de Costa “de forma bastante simpática” no seu livro

resta saber qual, de entre os epítetos que se seguem, lhe atribuiu:

“infeliz”, “irresponsável”, “trivial”, “medroso”, “de mau trato”, “artista”

Vivo num dilema, estou aqui, rasgada por dentro, entre a espada e a parede. Dou largas ao meu desejo? Reprimo-o? Fico irrequieta, arde-me o nariz, agito-me na cadeira… (Eventualmente, também pode ser do picante no caril do jantar).

Compro a porcaria do livro e contribuo para a vida de luxo deste pobre reformado, satisfazendo a p*** da curiosidade que me rói por dentro, ou ultrapasso os sintomas, armo-me em forte, sobreponho-me à gula erótica do dizer mal só porque não gramo o homenzinho?

Alex

 

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O que se descobre numa conversa casual…

  • Então a consulta, correu bem?
  • Normal. Mediu-me a tensão, pesou-me, etc…
  • E estava tudo normal?
  • Acho que sim, quando me despi para ir à balança, até o peso deu igual como aqui em casa.
  • Espera lá… Despiste-te?
  • Claro.
  • Mas ela mandou-te tirar a roupa?
  • Bem, ela disse “Vamos lá pesar”, e eu pus-me em cuecas e meias e fui para a balança.
  • (Rindo) Mas olha que quando eu lá vou só mandam tirar os sapatos.
  • A sério? Acho que nem lhe dei tempo, tirei logo a roupa.
  • (Ainda mais risos) E ela disse mais alguma coisa?
  • Não, também achei que ficou assim… caladita.
  • (À gargalhada) Ai coitada, estava em choque!
  • Olha (zangado) vocês entendam-se! Quando fui à inspeção para a tropa, mandaram-me pesar e berraram comigo porque fui vestido, agora dispo-me e devia ficar vestido, um gajo não se entende!

Amo-o, juro que o amo!

 

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5 de outubro, que é isso?

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A implementação da república deu-se a 5 de outubro (quando outubro ainda se escrevia com maiúscula) de 1910, após o partido republicano ter ganho a revolução iniciada três dias antes. Durante anos, foi considerado um dia a comemorar pelo povo. Começo a desconfiar que tal devoção se devia apenas ao facto de a República aparecer representada por uma moçoila com um belo papar de mamas, só a generalização da pornografia na internet me faz acreditar que, na República, já nada tem interesse.

Primeiro foi a UE que nos aliviou de parte da nossa tão comemorada independência. Com esta união, passámos a ser providos de senhoras de várias nacionalidades e reputação duvidosa, mas portadoras de moldes de silicone dignos de avassalar qualquer par de mamas republicano nacional;  depois foi o governo que nos aliviou de um feriado, permitindo que cada cidadão masculino possa disfrutar da habitual visão de uma qualquer colega de decote avantajado; finalmente, vem o senhor presidente da República dizer que, não irá participar nas comemorações, pois ficará a refletir sobre o resultado das eleições (como se alguém ainda acreditasse que essa capacidade ainda é, por si, exercida). Desconfio que esta abstinência comemorativa se deve ao facto de não haver bolo-rei para cuspir!

Alex (que anda caladinha, mas não muda), para a Tina, com um beijão

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Vem aí o Carnaval

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Quinze anos depois ainda recordo a menininha que tu eras 🙂

“Ó mamã, este Carnaval eu queria ser a Branca de Neve. Tu queres ser os 7 anões?”

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Era o verbo…

– Ó stora, “era” é do verbo eram?

– Pensa… Como terminam os verbos no infinitivo?

– Em -ar, -er ou i-ir.

– E então?…

-Ah! É o verbo “Er”?!?…

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